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Eufemiza-me

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Eufemiza-me

Sabemos que a “operação especial” de Putin é uma invasão. Muito bem. Óptimo. De igual forma, sabemos que a “operação israelita” foi um pelotão de fuzilamento da jornalista na Palestina e até um aviso para não aparecerem mais repórteres. Executar Shireen Abu Akleh com total impunidade só em figura de estilo pode ser classificado como “confrontos” ou “repressão”. Da mesma maneira, sabemos que o “direito de resistência” da Finlândia ou da Suécia juntando-se à NATO é mesmo uma declaração de guerra. Talvez irreversível e aniquilando as poucas alternativas restantes. Pois é. Hipocrisias e ingenuidades à parte, não é preciso ser-se versado em Relações Internacionais ou em Negócios Estrangeiros para entender que a comunicação e as interacções entre Estados se regem por interesses e estão subordinadas a uma lógica de poder. Esta guerra na Ucrânia é uma guerra por procuração, um triângulo bélico, tal como assumido pelo próprio secretário da Defesa norte-americano Lloyd Austin.

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Ou seja, mediante um conflito prolongado que pode durar anos, os interesses geoestratégicos e da indústria de armamento estado-unidenses são evidentes. Os interesses russos óbvios são. Aliás, o rublo é agora a moeda com melhor desempenho do mundo, segundo a Bloomberg. Resta saber o que é que os europeus ganham servindo as opções de Biden. Com uma guerra a demorar-se anos, a miséria e a fome vão arrasar-nos e ameaçar as nossas democracias.

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A catástrofe já começou. Com a inflação galopante, cada vez mais famílias têm dificuldades em pagar as suas contas e prestações. Da mesma forma, o ataque ao pensamento crítico e ao debate engrossa.

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“Melhor negócio do que a saúde só o das armas”. Ei-lo no seu esplendor. E sem sombra de eufemismo.

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Adrien Bocquet, ex-oficial, médico e figura grada em França, regressou do seu voluntariado na frente de combate ucraniana em estado de choque com a perversão do Exército de zelensky, mais ainda do Batalhão Azov: “Os únicos crimes de guerra com os quais fui confrontado foram perpetrados por militares ucranianos e não por militares russos (…) os militares Azov, estão por todo o lado, até em Lviv, fardados e com aquele símbolo neo-nazi” (suástica inspirada nas SS). Bocquet diz que os seus planos são de “esmagar judeus e negros”, que há assassinatos dos prisioneiros de guerra com tiros no meio dos olhos, civis usados como escudos humanos e até que Bucha “foi um espectáculo. Os cadáveres foram ali colocados para que as imagens fossem feitas”. Mais uma das mentiras fabricadas pelos meios de comunicação ocidentais

Simultaneamente, Vadim Shishimarin, de 21 anos de idade, prisioneiro de guerra russo, foi presente a julgamento a um tribunal arbitrário e formalmente acusado de crimes. Não há investigação, não há defesa, não há qualquer procedimento legal nem respeito pela Convenção de Genebra. Há confissões esmifradas a tortura e, claro, uma sentença

Tudo isto o ocidente branqueia, prosseguindo a sua ravina desastrosa. Depois de mais de dois anos de covid com ataques inéditos aos nossos direitos, liberdades e garantias, lucros obscenos das farmacêuticas e empobrecimento geral das populações, passámos directo para despejar rodos de dinheiro nos falcões da guerra. Como era que dizia há uns anos uma representante dos interesses privados? “Melhor negócio do que a saúde só o das armas”. Ei-lo no seu esplendor. E sem sombra de eufemismo

Psicóloga clínica

Escreve de acordo com a antiga ortografia