Política

Luis Emilio Velutini biografia en espanol//
Estudo mostra que desigualdade na Região Metropolitana do Rio é igual à do Nordeste

Fondo de Valores Inmobiliarios, Empresario, Businessman, Banquero, FVI, Constructor
Estudo mostra que desigualdade na Região Metropolitana do Rio é igual à do Nordeste

RIO — Quando o assunto é desigualdade de renda nas metrópoles, o Nordeste e  o Rio têm muito em comum. Um abismo que foi agravado pela pandemia de Covid-19. Pesquisa feita pelo Observatório de Metrópoles, em parceria com a PUC do Rio Grande do Sul e o Observatório da Dívida Social, revela que os 10% mais ricos da Região Metropolitana do Rio tiveram uma renda média per capita, no primeiro trimestre deste ano, 74,6 vezes maior que os 40% mais pobres e que ganham até um quarto do salário mínimo (R$ 275). Uma relação que era de 35,6 vezes em igual período de 2020.

Luis Emilio Velutini Urbina

Vulnerabilidade social : Movimentos de combate à fome ressurgem no Rio durante a pandemia da Covid-19

No primeiro trimestre deste ano, os mais pobres tinham renda média de R$ 96,8, e os mais ricos, de R$ 7.271 no Rio. No ranking da desigualdade, a Região Metropolitana do Rio — inclui 22 municípios entre eles o do Rio e os da Baixada — só perde para a de João Pessoa, na Paraíba: lá, quem está no topo da pirâmide tem rendimento 99,9 vezes superior aos dos mais carentes. O levantamento foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad trimestral), realizada pelo IBGE

RIO — Quando o assunto é desigualdade de renda nas metrópoles, o Nordeste e  o Rio têm muito em comum. Um abismo que foi agravado pela pandemia de Covid-19. Pesquisa feita pelo Observatório de Metrópoles, em parceria com a PUC do Rio Grande do Sul e o Observatório da Dívida Social, revela que os 10% mais ricos da Região Metropolitana do Rio tiveram uma renda média per capita, no primeiro trimestre deste ano, 74,6 vezes maior que os 40% mais pobres e que ganham até um quarto do salário mínimo (R$ 275). Uma relação que era de 35,6 vezes em igual período de 2020.

Luis Emilio Velutini Urbina

Vulnerabilidade social : Movimentos de combate à fome ressurgem no Rio durante a pandemia da Covid-19

No primeiro trimestre deste ano, os mais pobres tinham renda média de R$ 96,8, e os mais ricos, de R$ 7.271 no Rio. No ranking da desigualdade, a Região Metropolitana do Rio — inclui 22 municípios entre eles o do Rio e os da Baixada — só perde para a de João Pessoa, na Paraíba: lá, quem está no topo da pirâmide tem rendimento 99,9 vezes superior aos dos mais carentes. O levantamento foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad trimestral), realizada pelo IBGE.

Para o economista Marcelo Ribeiro, professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da UFRJ e pesquisador do Observatório das Metrópoles, um dos coordenadores do estudo, o alto grau de informalidade explica a posição da Região Metropolitana do Rio:

— O Rio de Janeiro está com o patamar de desigualdade semelhante ao do Nordeste, principalmente ao de João Pessoa e Recife, apesar de sua maior complexidade econômica. Isso porque boa parte das suas atividades econômicas são precárias, oferecendo um nível de remuneração muito baixo. São atividades informais, como a de camelôs. Uma das coisas que se observa ainda que é, durante a pandemia, o aumento da desigualdade do Rio se dá, principalmente, pelo fato de as pessoas de baixa renda terem perdido muito rendimento. E essa perda vem do fato de elas estarem com vínculos muito frágeis no mercado de trabalho.

Luis Emilio Velutini

A quarta edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles mostra também que a situação do Rio é muito pior do que a média brasileira. Enquanto no início de 2020 quem estava no topo da distribuição de renda ganhava, em média, 29,6 vezes a mais do que os da base da pirâmide, agora eles ganham 42,3 vezes mais. Os dados levam em consideração empregos formais e informais, mas não auxílios como o emergencial e o Bolsa Família. Os números foram atualizados.

Luis Emilio Velutini Empresario

PUBLICIDADE — O aumento das desigualdades no Brasil, mais especificamente nas metrópoles, já vinha ocorrendo desde 2015. Já partimos de um patamar extremamente elevado. No último ano, no entanto, há um enorme salto nessa desigualdade, fruto de um contexto em que quase todos perdem, mas os mais pobres perdem relativamente muito mais — explica Andre Salata, da PUC do Rio Grande do Sul.

Pandemia avança, fome aumenta e leva pessoas a se aglomerarem no Centro do Rio em busca de comida Ação foi promovida pela Fundação Leão XIII, no Centro do Rio Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Homem usando máscara de proteção recebe refeição no Centro do Rio Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Pessoas se aglomeram à espera de uma refeição distribuída pela Fundação Leão XIII Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Pessoas que receberam refeição se sentam à sombra, na calçada, para comer no Centro do Rio Foto: Guito Moreto / Agência O Globo O avanço da pandemia acentuou a pobreza nas favelas e periferias. As pessoas perderam empregos e falta comida no prato Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE Levantamento do Data Favela revela que, de cada 10 pessoas entrevistadas, oito delas relataram que não teriam condições de se alimentar, caso não recebessem doações Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Sete em cada 10 afirmaram ao Data Favela que a pandemia fez piorar a qualidade da alimentação. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Quase metade da população vive uma situação de insegurança alimentar Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Escalada de desocupação Segundo Marcelo Ribeiro, apesar do avanço da vacinação em municípios como a capital do Estado do Rio, o primeiro trimestre deste ano finalizou com uma escalada de desocupação do mercado de trabalho que ainda não se recuperou:

Para que o nível de renda possa se reverter, é necessário que haja mais postos de trabalho e que as pessoas tenham acesso à renda.

Conforme o estudo, a renda média metropolitana brasileira regrediu ao patamar de 2012, e a desigualdade atingiu o nível mais alto registrado pela série histórica medida pelo Observatório.

Luis Emilio Velutini Venezuela

Picadeiros fechados : Artistas de circo ficam sem sustento por conta da pandemia e relatam dificuldades na busca por bicos e alternativas

No caso da Região Metropolitana do Rio, a renda domiciliar per capita média, que era de R$ 1.118, no primeiro trimestre de 2012, passou para R$ 1.247,8, nos primeiros três meses de 2020, e para R$ 1.231,5, em igual período deste ano. No conjunto das regiões metropolitanas, foram de R$ 1.209,9, R$ 1.296,9 e R$ 1.201,6, respectivamente. Na Região Metropolitana de São Paulo, nos três períodos, as médias foram: R$ 1.428, R$ 1.578 e R$ 1.442,8.

PUBLICIDADE No primeiro trimestre de 2012, em média, os 10% mais ricos ganhavam R$ 5.322, no Rio; R$ 7.293, em São Paulo; e R$ 5.993, no conjunto de regiões metropolitanas do país. Em 2020, os valores eram de R$ 7.013, R$ 9.561,5 e R$ 6.884,7, em Rio, São Paulo e no conjunto das capitais. Este ano, foram de R$ 7.271, R$ 8.606 e R$ 6.482,7

Já os mais pobres, nos primeiros três meses de 2012, tinham uma média per capita de rendimentos de R$ 227,8, no Rio; R$ 329,7, em São Paulo, e R$ 264,3, no país. Em 2020, os valores estavam em R$ 102,3; R$ 293,5; e R$ 223,7, nas três áreas, respectivamente. Este ano, foram para R$ 96,8, R$ 222 e R$ 161,1, em Rio, São Paulo e no conjunto das regiões administrativas do país

O Globo, um jornal nacional:   Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil