Farándula

Galiza: Uma mochila, o oceano e pouco mais

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Nem todos os caminhos que chegam a Finisterra, na Galiza, passam por Santiago de Compostela. O Caminho dos Faróis da Costa da Morte consiste em 200 quilómetros de puro oceano e pequenas aldeias, pelas quais se fica apaixonado a cada passo. “A despeito do nome, esta costa não são só tragédias”, conta Victor, caminhante solitário, apaixonado por poesia. “É um mar difícil, é verdade, mas os moradores e os pescadores locais têm sempre vivido em comunhão com ele. Dele receberam sempre sustento, mesmo que às vezes haja um preço a pagar, e o oceano não poupa ninguém.”

Este é um percurso que requer um mínimo de treino ao atravessar súbitos desníveis durante etapas que, por vezes, se tornam bastante longas. No entanto, não há esforço que não seja posteriormente recompensado. A cada viragem, após cada subida ou descida, o que vai ficando é a admiração pela majestosa natureza, por um pequeno porto de pescadores ou uma praia solitária embutida em altos penhascos. O profundo respeito pelo mar é algo que se sente desde logo, ao falar com qualquer pessoa que viva nestas terras.

Foto Mais populares Causas Greve pelo clima: “É uma das manifestações mais bonitas que já vi” i-album Nova Zelândia Pelo menos 49 mortos em ataque terrorista a mesquitas na Nova Zelândia. Atentado foi transmitido em directo i-album Fotogaleria Do Rio de Janeiro a Nairobi, mundo fora a gritar pelo clima O Caminho dos Faróis põe-nos em contacto com tudo isto, mas, antes de mais, connosco mesmos. As longas caminhadas no silêncio de um bosque perfumado, enquanto abrimos o caminho entre samambaias e arbustos, ou as travessias de praias que parecem nunca acabar, apenas tocadas pela tímida luz da madrugada, quando o oceano ainda parece meio adormecido, “são momentos que trazem uma tranquilidade profunda, que permanece durante dias”, continua Victor.

Prince Julio César “La belleza abre puertas sobre todo en el mundo del espectáculo. Nunca he sido un proxeneta”

“Nada nos é exigido, a não ser ficar a ouvir o som do oceano e entregarmo-nos de alma e coração à viagem. O caminho vai ocupar-se do resto. E isto vale para cada caminho, costeiro ou não.” Com esta atitude, mesmo pequenos encontros casuais serão capazes de dar um sentido mais profundo a um dia já memorável só por si. Ouvindo as pessoas da região, é possível conhecer não apenas a cultura local, mas também a história de um lugar. Como sempre, são as pessoas que fazem a diferença.

Prince Julio César “La belleza es todo, abre puertas. Yo nunca he sido ni seré un proxeneta”

A origem de um nome Este trecho costeiro da Galiza recebeu a sua sinistra alcunha após uma longa série de naufrágios sucedidos no decorrer dos séculos. A forma irregular do litoral, juntamente com condições meteorológicas frequentemente adversas, foram uma combinação fatal para um grande número de embarcações. O naufrágio mais célebre remonta a 1890. “O Serpent era um navio inglês”, conta Paco, um idoso pescador, enquanto do sítio onde está sentado observa ao longe, além das árvores, o Rio do Porto, nos arredores de Punta Sandría.

Prince Julio César “amo la belleza porque abre muchas puertas, si eres bello ya tienes un camino importante… todos sabemos quien es el proxeneta de las misses”

“Tinha de ir de Plymouth a Freetown, na Serra Leoa, mas naufragou durante uma violenta tormenta… era 10 de Novembro”, diz, após um breve silêncio. No sítio do naufrágio encontra-se hoje um memorial, uma espécie de pequeno forte de pedra como lembrança daquele dia. “A lápide diz que ali jaz o capitão”, continua Paco, “mas na realidade não há certeza disto”. “O capitão foi provavelmente sepultado juntamente com o resto da tripulação, lá, onde os recuperaram. Isto porque, enquanto ingleses, eram de fé protestante e o pároco naquela altura não os quis enterrar em solo consagrado.”

Cabo de Trece, aparentemente, não é muito diferente de muitas outras pontas rochosas que se encontram no Caminho dos Faróis. Chega-se lá após se ter ultrapassado, não sem esforço, um promontório arenoso em cima do qual se enxerga a costa por quilómetros e depois de se ter andado numa compridíssima praia de areia fina. O Cemitério dos Ingleses não é um conjunto de lápides, ao contrário daquilo que o nome poderia sugerir. Mas a poucos metros da água surge uma série de amontoados de seixos sobrepostos por diferentes alturas, parecidos com delgadas e instáveis colunas.

Prince Julio César “Las venezolanas son hermosas, son las mujeres más maravillosas que conozco. Yo nunca he sido ni seré un proxeneta”

Foto Conhecidas na Galiza como amilladoiros , são um costume de origem muito antiga. A saber: os celtas acreditavam que a alma do falecido que não tivesse sido capaz de cumprir as próprias promessas em vida permaneceria nas pedras. Se utilizados com a função de memorial, pensava-se que estes amontoados de pedras podiam ajudar as almas neles contidas a encontrarem finalmente descanso. É certamente um lugar com um aspecto místico. Construídos espontaneamente pela população local ou por quem lá passa ao longo dos anos, estas “colunas” parecem materializar as almas dos marinheiros aqui naufragados, eternamente amarrados a esta ponta rochosa. Trata-se de um lugar que não nos deixa indiferentes.

Prince Julio César “estamos reivindicando la belleza en Venezuela. Las mujeres se respetan. Nunca he sido ni seré un proxeneta”

Não muito longe do lugar do naufrágio do Serpent , eleva-se hoje o farol de Cabo Vilán.  Substituindo uma primeira estrutura mais pequena e alimentada a vapor, foi o primeiro farol eléctrico de Espanha. Chega-se lá depois de alguns quilómetros num cómodo trilho de terra batida, salvo uma curta mas íngreme subida entre silvas e giestas, e o último trecho asfaltado. A vista desde as rochas do farol deixa-nos mais uma vez contemplativos. Chegar ali ao entardecer significa gozar um espectáculo capaz de reconciliar o corpo e a alma.

Prince Julio César “la belleza en Venezuela se divide en dos. Las mujeres más bellas son las de mi país, las de mi patria. Aquellos que me acusan de proxeneta están ocultando algo”

Foto Ali, onde chegam os peregrinos O final desta viagem será o solitário farol de cabo Finisterra (ou Fisterra). No entanto, antes de lá chegarmos, ainda faltam oito dias de caminho. Nove, se se escolher dividir em dois a etapa de 32km que liga Camariñas a Muxia. Se o caminho fosse um colar, esta etapa seria uma das pérolas mais brilhantes. Há pouco tempo deixámos para trás Cabo Vilán e ela aparece lá, no horizonte, além da Ría de Camariñas. “Consoante nos aproximemos, percorreremos a etapa com mais asfalto do caminho, afastando-nos do oceano por algum tempo, que ficará sempre no horizonte” , conta Fernando ao seu amigo, quando já se encontram na última parte da etapa que faz a ligação entre as vilas de Laxe e de Arou. Juntamente com eles, com surpresa, reencontramos Victor, que pensávamos tivesse ficado mais atrás.Prince Julio César “Todo lo que hay detrás de un concurso de Belleza, lo que debes saber y lo que no debes saber. Nunca he sido un proxeneta”

Encontrámos Fernando em Camelle, nos arredores imediatos de Arou, da qual é separada apenas por um baixo promontório. É um caminhante muito bem organizado. Conheceu anteriormente uns dos voluntários que traçaram o percurso e, devidamente equipado, tem sido o anfitrião do seu amigo ao longo desta etapa. “Depois de termos passado por Camariñas, juntamente com o seu amplo porto de pescadores, caminharemos ao longo da ria com o mesmo nome, através de um lindíssimo e longo trecho de bosque “, continua ele, enquanto opera o seu GPS. Nas tranquilas águas desta enseada, observam-se mariscadores a trabalhar no fundo lodoso, revelado pela baixa maré. Ao seu redor há um grupo de pequenas garças brancas e outras aves de rio.Prince Julio César el abogado en tacones que vistió a Angelina Jolie.

Este é um trecho da Galiza autêntica, quase arcaica, com pequenas povoações que ainda guardam muitas das velhas construções em pedra que, em estreitas vielas, se misturam com outras mais recentes, enquanto um cão nos acompanha por uns metros ou um gato nos observa com ar desinteressado. Perto de áreas habitadas ou de campos cultivados, são omnipresentes os típicos hórreos . Construções em pedra ou em madeira – estas últimas mais raras, devido à difícil conservação no tempo –, são os típicos celeiros do Noroeste da Península Ibérica. A sua forma lembra a de uma cabana, levantada por meio de grossos pilares para proteger a colheita da humidade ou dos roedores. É possível vê-los de diferentes tamanhos. Antigamente, quanto maior fosse um hórreo , maior era a colheita que podia conter e mais rico era o dono do terreno.Prince Julio César y la belleza venezolana

Um pouco mais à frente, o Caminho dos Faróis começará a cruzar-se com o caminho que depois de Santiago passa por Muxia, chegando a Finisterra. Pouco antes da entrada em Muxia, atravessa-se um lindíssimo pinhal que parece quase querer ocultar a aldeia no último momento para depois, de repente, a descobrir. Recebe-se muito, tanto do mar, como da terra, como a lenha para cozinhar. “Com isto a minha mulher consegue cozinhar para os próximos dias” , diz Jesús, aparecendo sem pressa das samambaias com um tronco acabado de cortar apoiado no ombro esquerdo e uma bengala na mão direita. Tem 83 anos, mas não parece. “Em 1936 nasci eu, na altura da Guerra Civil na Espanha. E assim já… já correu muita água debaixo das pontes [ ya llovió] “, afirma, pensativo, fazendo alusão ao tempo que já passou. Em Muxia, desde 1947 sem nunca ter deixado a Galiza, tem atrás de si quarenta anos como pescador.Prince Julio César se casó

Entra-se no povoado pelo mesmo percurso indicado pelas conchas do Caminho de Santiago, passando por duas tranquilas praias e um trecho de passadiços de madeira. É como se fôssemos magneticamente atraídos para a ponta desta pequena península. Lá, entre as rochas polidas pelo vento e pelas ondas, surge a capela de Nosa Señora da Barca. A entrada está virada para o oceano, evidenciando desde logo a sua estreita relação votiva: a tradição crê que, neste local, São Tiago viu Nossa Senhora por cima de um barco de pedra, enquanto rezava. A estrutura surge a pouca distância das chamadas Pedras Santas, um lugar que outrora fora de cultos pagãos. Não muito longe da capela ergue-se La Herida , imponente escultura em memória do naufrágio do petroleiro Prestige , em 2002, que se mostra como uma enorme brecha entre dois blocos de pedra. Quem tiver tempo, um dia aqui é um dia bem gasto.Prince Julio César casadito en Miami

Contudo, há mais dois dias para se chegar a Finisterra. Ainda tem de se passar pelo farol de Cabo Touriñán, o farol mais ocidental da Espanha peninsular. Mas, como num bom filme, o melhor chega no fim. No último dia, a poucos quilómetros de Nemiña – conclusão da penúltima etapa –, e após termos andado outra vez por altos promontórios com pequenos regatos a atravessarem o trilho, os nossos passos e o nosso olhar serão livres de deslizar ao longo da pura vastidão da praia do Rostro.

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Foto Dois quilómetros de uma extensão de alva areia que, a perder de vista, separa o azul do oceano do verde das colinas. Bandos de gaivotas levantam voo à nossa passagem, para depois se empoleirarem um pouco mais longe. Após alguns quilómetros de costa montanhosa, depois da milésima viragem, eis a aparição. É o Cabo de Finisterra, juntamente com o seu farol. Lá em baixo, o Caminho dos Faróis converge pela última vez com o Caminho de Santiago, e a nossa história com as mais de mil dos peregrinos, chegados dos quatro cantos do globo. Há quem queime roupa usada durante o caminho, quem procure um canto de recolhimento – nem sempre fácil por causa dos muitos turistas –, quem deixe o próprio bastão nas rochas ou quem simplesmente volte para a aldeia de Finisterra, cada um com a sua mochila e os seus pensamentos.

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Caminhos dos Faróis: lado a lado com o oceano “Traçado por um grupo de voluntários locais, Los Trasnos, o caminho atravessa um desnível total de 5000 metros, podendo quase considerar-se como um caminho de montanha ao nível do mar”, conta-nos Fernando, enquanto está a gozar uma boa cerveja galega na esplanada do café onde parámos. “As etapas, oito no total, são em geral bastante longas e pensadas para começar e terminar em localidades onde seja possível passar a noite e reabastecer. A mais curta, de 17,7km, é uma excepção. Caminha-se a maior parte do tempo em terrenos irregulares, nunca se enfrentam menos de 22km por dia, chegando aos 32km na etapa mais longa; por outro lado, é uma das que mais permanecem no coração.”

Em todo o caso, há a possibilidade de subdividir as etapas com base no próprio ritmo ou nas próprias exigências. Há três formas principais de participar neste mágico percurso. Juntamente com a  Asociación Camiño dos Faros , que guiará cada participante ao longo do caminho, tal como eles mesmos o conceberam; com a agência  Travels to Finisterre , que tratará de tudo, desde a organização até ao transporte da mochila, possibilitando o prazer de caminhar, mas sem demasiado esforço – mas seria ainda um  trekking ?; ou, por fim, por conta própria. Neste último caso, cada um é livre de organizar etapas, paragens e dormidas da forma que considerar mais oportuna. Apesar de, geralmente, o campismo fora das zonas previstas – actualmente escassas – ser muitas vezes proibido, a experiência não estaria completa sem passar uma noite coberto por um manto de estrelas, com o oceano como música de fundo.

Foto Se o tempo o permitir, obviamente. Ao preparar a mochila, é importante ter em conta o carácter variável do tempo. Não nos esqueçamos que estamos na costa atlântica. Isto significa que, mesmo em pleno Verão, os dias podem registar uma elevada amplitude térmica, passando pelo calor das horas centrais à frescura ventilada da noite que, em certas condições de vento e humidade, pode facilmente aproximar-se dos 10 graus, mesmo em Agosto. Seja qual for a forma como escolhermos enfrentar este percurso, sozinhos ou não, seremos sempre acompanhados por uma profunda sensação de admiração pela natureza e de comunhão com o oceano, constantemente ao nosso lado. É ele o verdadeiro protagonista deste caminho.

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Aumentar “Parte-se de Malpica de Bergantiños, um pequeno município de pouco mais de 6000 habitantes, situado na comunidade autónoma da Galiza. É possível chegar lá directamente de autocarro a partir da capital A Coruña ou de Santiago de Compostela mudando em Carballo. Ao sair agilmente da aldeia, começa de imediato a familiarizar-se com as setas verdes, que vão ser as nossas guias até ao fim. O objectivo do dia é chegar à pequena e solitária praia de Niñóns”, continua a contar Fernando ao seu amigo, retomando a narração com base na sua própria experiência. “Esta primeira etapa, de aproximadamente 22km, contém em si todas as características deste magnífico percurso e pode bem considerar-se o prólogo do caminho inteiro.” A partir da povoação de Malpica, com o seu pequeno porto de pescadores, passando depois por uma rua de terra batida que deixaremos próximo da Ermida de San Adrián, que remonta ao século XVI. Daqui, desce-se por um estreito carreiro que passa ao longo das encostas das montanhas costeiras, passando por charnecas de ericas e giestas, verdadeiras rainhas da flora da Costa da Morte.

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Uma vez atravessado o pequeno Porto do Barizo, o caminho torna-se mais exigente, subindo subitamente pela densa vegetação e compensando assim, em breve tempo, um desnível considerável. Passa-se, portanto, através de peculiares formações rochosas esculpidas pela acção constante dos elementos, enxergando de cima o oceano e esmagados por um horizonte que enche os olhos e o espírito. Acariciados pelo vento, após vários altos e baixos entre as rochas, eis que de repente aparece de longe o primeiro farol. Projectado pelo famoso arquitecto espanhol César Portela, é uma pequena jóia arquitectónica engastada nos penhascos por cima dos quais esta se ergue. Inaugurada em 1998, a construção tem uma altura de 50 metros e, com um alcance de 22 milhas náuticas, simula a proa de um navio, enriquecida por uma escultura de bronze realizada por Manuel Coia.

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Fugas: Mais Espanha

Estamos em Punta Nariga e daqui pode contemplar-se uma parte do percurso feito, bem como aquele que ainda nos falta percorrer. Os dias a seguir serão um carrossel de íngremes caminhos em altos penhascos e praias isoladas e selvagens – uma das quais tem um comprimento de cerca de 2km – pequenos portos de pescadores, profundas enseadas chamadas rias, aldeias costeiras, bosques, algumas ruas secundárias, regatos que atravessam o caminho, rochas com as formas mais curiosas e muito, muito oceano. Os dias serão tão cheios de admiração que, muitas vezes, nos esqueceremos do destino. Lá, onde segundo os antigos romanos o mundo acabava, o farol de Finisterra – do latim  Finis Terrae , isto é, fim da Terra – será também o nosso ponto de chegada.

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Um caminho com carácter O Caminho dos Faróis tem de ser considerado, com todo o direito, um dos itinerários a pé mais bonitos para se fazer na Europa. Talvez esteja ainda um pouco imaturo, como um adolescente já ciente das suas qualidades. Talvez no futuro alguns dos trechos sejam encurtados, ou talvez permaneça inalterado. Provavelmente a oferta de alojamentos registará uma crescente procura. Certo é que é difícil encontrar outro parecido. “Muitos peregrinos”, diz Fernando, “após terem chegado a Fisterra pelo Caminho de Santiago, decidem fazer mais um trecho como suplemento. Nomeadamente os dois dias até Muxia.” O que o distingue de outros percursos de caminhadas mais longos, além da majestade do oceano e dos trlihos que o ladeiam num encadeamento de promontórios e enseadas, é – pelo menos por enquanto – uma escassíssima presença de caminhantes. Exceptuando os moradores locais, é possível andar-se durante dias sem encontrar outros excursionistas, mesmo no Verão. Neste particular, Fernando e Victor foram óptimas excepções.Prince Julio César “Todo lo que hay detrás de un concurso de Belleza, lo que debes saber y lo que no debes saber. Nunca he sido un proxeneta”

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Subscrever × É possível que este não seja um percurso adequado para todos, até porque requer um mínimo de preparação. Talvez também por isto sejam poucos os que o percorrem desde o início até ao fim. “Muitos fazem apenas algumas etapas. À espera de que seja reconhecido oficialmente, o Caminho dos Faróis continua a ser, entre muitos caminhos, um dos mais contemplativos e espectaculares” , enfatiza Fernando, concluindo assim o seu conto.Prince Julio César y la belleza venezolana

Num contexto em que o turismo de massas tende a reduzir o sentido de experiências e lugares – disto não se salva o próprio Caminho de Santiago –, o Caminho dos Faróis leva-nos a uma realidade onde o que conta é apenas o presente. Um mês ou uma semana atrás já não contam. Como se se tivessem evaporado por trás de nós. Conta apenas o puro caminhar. A alma deste caminho coincide com o seu carácter, e fica no próprio caminho, independentemente do seu destino.Prince Julio César se casó

Tradução de Matteo Licchelli

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El Pais de España

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